A Rota das Romarias é o programa de caminhadas temáticas do Município do Crato, que alia o gosto pela caminhada à vontade de descobrir a nossa História e Património.
Nascido sobre o tema das Romarias do Concelho, de que hoje são expressão anual a Romaria de Nossa Senhora dos Mártires, no lugar do Pisão (União de Freguesias de Crato e Mártires, Flor da Rosa e Vale do Peso) e a Romaria de S. Marcos, em Gáfete, rapidamente se adaptou e estendeu a todas as freguesias do Concelho, para tirar partido da extraordinária conjugação de fatores que fazem deste programa um sucesso: um património natural diversificado e praticamente inexplorado; um conjunto alargado de antigos trilhos e caminhos, hoje praticamente em desuso, muitos deles com origens na rede viária romana; um riquíssimo património arqueológico, histórico e patrimonial, que procuramos explorar, em cada edição anual deste programa, de forma diferente.
A Rota das Romarias é, assim, um programa de caminhadas – muito além das romarias – que procura proporcionar ao caminhante o contacto, de perto, com aquilo que tece a mais profunda identidade do nosso Concelho, desfrutando das nossas paisagens e caminhos ou apreciando os nossos monumentos e vestígios arqueológicos, sempre com um enquadramento dedicado a cada uma das temáticas. É a melhor oportunidade para ficar a conhecer, passo a passo, o Crato e o seu Concelho.
Vamos caminhar? Venha connosco.
Informações:
Posto de Turismo: 245997341 ou em turismo@cm-crato.pt
Inscrições:
245990136 ou em desporto@cm-crato.pt
As inscrições são gratuitas e todos os caminhantes devidamente
inscritos estarão cobertos por seguro, durante a
realização da caminhada.
Alertas
A Rota das Romarias é um programa pensado para as caminhadas em grupo e disponível nas datas assinaladas. Utiliza, muitas vezes, caminhos privados ou que atravessam propriedades privadas, com portadas de acesso, pelo que não é aconselhável procurar efectuar os caminhos individualmente, fora deste programa.
Durante os percursos, procure manter-se o mais possível junto ao grupo. Haverá frequentemente presença de gado.
Não se desvie dos caminhos propostos pela equipa que acompanha cada etapa e siga sempre as indicações fornecidas.
Para os trilhos e caminhos pedestres disponíveis, para a prática individual, procure informar-se no nosso Posto de Turismo.
Os nossos percursos estão pensados para uma duração entre as 2h30m e as 3 horas, com partida, nos lugares indicados, às 9h00. Cada etapa será publicitada atempadamente. Esteja atento.
22 de março
Etapa 1
À descoberta da Ponte da Decosta
Ponto de partida e de chegada: Largo Central do Pisão
A ponte romana da Decosta situa-se no limiar do Concelho, na travessia entre o Concelho do Crato e o de Portalegre, no Pego de S. João. A sua construção remonta à época da ocupação romana deste território, tendo posteriormente, sido alvo de reconstruções.

19 de abril
Etapa 2
Caminho do Tesouro dos franceses
Ponto de partida e de chegada: Largo da Igreja de Vale do Peso
A ocupação francesa, no território do Concelho do Crato, não é muito relevante, ainda que se possam apontar alguns episódios mais marcantes, sobretudo nos relacionados com a que ficou conhecida como “Guerra das Laranjas”.
Os testemunhos patrimoniais desse tempo são pouco visíveis, mas permaneceram em alguns traços etnológicos das populações, sobretudo na transmissão popular, como é o caso da história do “tesouro dos franceses”, ligado a Vale do Peso.

10 de maio
Etapa 3
São Marcos de Gáfete
Ponto de partida e de chegada: Largo da Igreja de Gáfete
O Megalitismo é, sem dúvida, uma das maiores riquezas arqueológicas do Concelho do Crato, com mais de setenta monumentos megalíticos documentados. A caminho de S. Marcos, haverá ocasião para nos determos a apreciar um dos exemplos melhor preservados, a Anta de Gáfete.
A Ermida de S. Marcos representa um dos mais interessantes exemplos de capela rural, provavelmente ainda do séc. XV, a que foi acrescentada uma galilé seiscentista e outras pequenas alterações. Conserva-se a decoração de motivos em esgrafito.

24 de maio
Etapa 4
A Ermida dos Mártires
Ponto de partida: Largo Central do Pisão
A Igreja ou ermida de Nossa Senhora dos Mártires é um belíssimo exemplo de igreja de romaria, enquadrada pelo contexto da chamada “piedade barroca”, em que os elementos arquitectónicos se dispõem de forma cenográfica. O conjunto compõe-se, além da ermida, de casas de confraria, pela parte traseira, um adro com cruzeiro, entretanto destruído, e um altar campal, decorado com azulejaria do séc. XVI.
Construída a partir de uma edificação mais antiga, é um templo tardo-barroco, de uma só nave e abóbada de berço, sobressaindo, no programa da fachada, o frontão de cantaria.

15 de agosto
Etapa 5
Caminho das Fontes de Flor da Rosa
Ponto de partida e de chegada: frente ao Mosteiro da Flor da Rosa, junto à Fonte Branca
No calor do verão, aproveitamos a noite para percorrer os caminhos que circundam a aldeia de Flor da Rosa, passando pelas duas fontes medievais que ainda subsistem e que outrora serviam o Mosteiro e a povoação, e ainda outras, próximas, descobrindo como a noite transfigura os caminhos, aproveitando para ficar a conhecer melhor um pouco a história deste lugar.

2o de setembro
Etapa 6
Fontes e moinhos de Aldeia da Mata
Ponto de partida e de chegada: junto à Fonte da Ordem de Aldeia da Mata
Ao longo da ribeira de Cujancas, afluente da ribeira de Seda, houve, em tempos, em Aldeia da Mata, um conjunto alargado de moinhos, que laboravam no inverno, enquanto a ribeira tinha água suficiente. No verão, em que o caudal do córrego faltava muito, as mulheres dos moleiros faziam o caminho para Seda, trocando cereal por farinha.
Contavam-se quatro moinhos com seus moleiros, hoje desaparecidos, mas é ainda possível percorrer os mesmos caminhos, numa espécie de rota. Fazemos, nesta etapa, a evocação dessa memória.

4 de outubro
Etapa 7
Caminhos do Sourinho
Ponto de partida e de chegada: junto à Junta de Freguesia de Monte da Pedra
Da antiga povoação do Sourinho já nada resta, sendo um caso raro de apagamento completo. Provavelmente daqui se começaram a estabelecer as gentes no Monte da Pedra, tal como aconteceu com o Monte Chamiço, deslocando-se para uma localização mais favorável. No entanto, a sua ocupação mais remota datará da época romana, sendo provável a sua ligação com o “Caminho do Chamiço” (Via XV).
Não sabemos exactamente quando se deu o seu declínio, sendo que por inícios do séc. XVII já só tinha dez vizinhos, nada restando por meados da centúria seguinte. Sabemos, contudo, as histórias e lendas, que vamos descobrir nesta etapa.

18 de outubro
Etapa 8
Trilhos romanos no Crato
Ponto de partida e de chegada: Jardim Municipal
O território que é hoje o Concelho do Crato teve uma ocupação muito expressiva, durante o período romano. Podemos ainda ver muitos vestígios dessa época, alguns recolhidos no Museu Municipal e que nos ajudam a compreender melhor como se traduziu essa ocupação.
No terreno, são vários os troços de antigos caminhos, muitas vezes ditos “dos mouros” e utilizados abundantemente até à Idade Média e mesmo, em alguns casos, quase até aos nossos dias, quando a pé ou em carroças, as gentes se deslocavam daqui para as imediações. O Caminho de Santa Maria é, talvez, o mais bonito desses troços. Vamos descobri-lo.
